XVI Congresso Brasileiro de Folclore

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Apresentação

Os Congressos Brasileiros de Folclore que vêm sendo realizados desde 1951, em sua primeira edição na Cidade do Rio de Janeiro, não são encontros para se proceder a eventos folclóricos. São, e isto, com muita ênfase, oportunidades onde os estudiosos e pesquisadores dos conteúdos dos fatos folclóricos brasileiros se reúnem para intercambiar e produzir conhecimentos sobre tais eventos e buscar estímulos e formas para sua melhor preservação, difusão e resgate. É um esforço de consolidação desse patrimônio imaterial da cultura popular brasileira.

Desde a criação da Comissão Brasileira de Folclore em 1947 (hoje Comissão Nacional de Folclore) seus primeiros gestores (destacando-se entre eles o Ministro Renato Almeida que teria instituído a Campanha de Defesa do Folclore) idealizaram e passaram a realizar encontros de estudos e difusão de nosso folclore.

Logo a seguir o Ministro Renato Almeida procurou agrupar estudiosos folcloristas em cada estado e denominando tais grupos de Sub-Comissões Estaduais como uma forma de apoio e atividades integradas e regionalizadas.

A maioria dos Estados, entre 1947 e 1948, estruturou suas Subcomissões as quais, com o passar dos anos e buscando mais autenticidade e firmezas de suas realizações, se transformaram em comissões autônomas, mas integrantes de uma rede nacional articulada pela Comissão Brasileira de Folclore e utilizando os Congressos como momentos de estudos, organização  e congraçamento.

A então Comissão Brasileira de Folclore passou, nos anos 60, a ser denominada de Nacional em consonância com as denominações das comissões estaduais.

Santa Catarina criou sua subcomissão de folclore no decurso do Primeiro Congresso de História Catarinense que foi realizado em outubro de 1948, uma promoção e realização do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina comemorativa do Bicentenário da Colonização Açoriana do Brasil denominado de meridional, em decorrência de ficar a região dentro da área discutida pelos limites do Tratado de Tordesilhas. Naquele congresso a temática do folclore açoriano foi destaque com a apresentação de exuberantes relatos e registros partidos dos mais ilustres membros do referido Instituto e ainda contando com a presença do Ministro Renato Almeida e pesquisadores de vários estados brasileiros,  portugueses dos Açores e outros continentais.

Grandes expoentes da intelectualidade e conhecimento acadêmico catarinenses foram os fundadores daquela subcomissão. E, logo a seguir, em 1951, parte com cerca de vinte membros para o Congresso do Rio de Janeiro. O Boletim da Comissão Catarinense de Folclore, referente ao ano de 1951 publicou amplo relato daquele congresso incluindo todas as palestras e comunicações apresentadas.

O Estado de Santa Catarina na formação do seu povo foi estruturado por uma multiplicidade de bases étnicas e, por isso vem produzindo um folclore variado e bastante diversificado donde configurá-lo como um MOSAICO CULTURAL. (NVP-1970).

Os Congressos são uma promoção da Comissão Nacional de Folclore que divide sua realização com a comissão do Estado anfitrião, e, neste ano de 2013 ela confiou à Comissão Catarinense de Folclore a responsabilidade de realizar, sob sua supervisão, este XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE FOLCLORE.

Esta Comissão, reconhecendo o meritório gesto histórico do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina em ter sido o inspirador da institucionalização dela, decidiu convidá-lo a integrar a estrutura organizadora deste congresso e contando com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Para uma maior visão e do alcance científico e cultural dos Congressos Brasileiros de Folclore transcrevemos, a seguir, certos trechos recolhidos em vários outros congressos e em especial o XV realizado em São Paulo. Deste utilizamos matéria elaborada pela Professora Doutora Maria de Lourdes Macena Filha, presidente da Comissão Nacional de Folclore conforme o que se segue.

“A movimentação em torno do folclore no Brasil é liderada pela Comissão Nacional de Folclore (CNF), criada em fins de 1947. A Comissão vinculava-se ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECO), do Ministério da Exterior, e se ligava à UNESCO. No contesto do pós-guerra, a preocupação com o folclore se enquadrava na atuação da UNESCUO em prol da paz mundial. O folclore é um instrumento de compreensão entre os povos, compreensão esta que, na visão brasileira, bem ao gosto de Mário Andrade, se dá através de uma ênfase no particular, permitindo a construção de identidades diferenciadas entre os povos. O Brasil de então orgulhava-se de ser o primeiro país a atender a recomendação da UNESCO no sentido da criação de uma comissão para tratar do assunto. Tomando por referência a visão de uma das vertentes desses estudos sobre si mesma, hegemônica, na medida em que lidera o processo aqui indicado, a movimentação encontrava certamente um solo fértil. (…) A Comissão surge nessa trajetória e é um dos expoentes do Movimento folclórico, categoria pela qual os agentes envolvidos designavam o conjunto das  iniciativas em prol da salvaguarda, estudos e pesquisa do folclore nacional”. (Cavalcante e Vilhena 1990. 75-92.

Desde 1951 foram realizados os seguintes congressos:

I  Congresso Brasileiro de Folclore no Rio de Janeiro e edição da I Carta do Folclore Brasileiro;

II Congresso Brasileiro de Folclore, Curitiba, 1953, temática, Folguedos Populares;

III Congresso Brasileiro de Folclore, Salvador, 1957. Temática central triparte: a) artesanato; b) folclore do mar e dos rios; c) folclore da Bahia;

IV Congresso Brasileiro de Folclore, Porto Alegre, 1959. Temática: Folclore do Rio Grande do Sul, Festas tradicionais e modos de escalas da música folclórica;

V Congresso Brasileiro de Folclore, Fortaleza, 1963. Oportunidade de estudos sobre o folclore do Ceará, os tabus e superstições; a formação de novos quadros de folcloristas, além de folcmúsica brasileira;

VI Congresso Brasileiro de Folclore, Brasília, 1970;

VII Congresso Brasileiro de Folclore, em Brasília, 1974;

VIII Congresso Brasileiro de Folclore, Salvador, 1955, Em homenagem ao centenário de Renato Almeida (1895-1981) e Releitura da I Carta do Folclore Brasileiro de 1951;

XIX Congresso Brasileiro de Folclore, Porto Alegre, 2000. Temática, Folclore e Educação;

X Congresso Brasileiro de Folclore, São Luiz, 2002

XI Congresso Brasileiro de Folclore, Goiana 2004. Temática, Metodologia da pesquisa em folclore, Preservação dos bens da cultura imaterial;

XII Congresso Brasileiro de Folclore, Natal em 2006. Temática, Folclore e Turismo;

Xiii Congresso Brasileiro de Folclore, Fortaleza. 2007. Temática, Folclore – diversidade, educação, políticas  e direitos culturais;

XIV Congresso Brasileiro de Folclore, Vitória em 2009. Temática, Folclore, diversidade cultural e Políticas Públicas para o Século XXI;

XV Congresso Brasileiro de Folclore, São José dos Campos (SP) 2011. Temática, História e Folclore, Caminhos que se cruzam;

XVI Congresso Brasileiro de Folclore, neste 2013 em Florianópolis com a temática, Comunidades tradicionais Populares e Sustentabilidade.    

Assinados:

Maria de Lourdes Macena Filha- Presidente da Comissão Brasileira de Folclore;
Nereu do Vale Pereira  – Presidente da Comissão Catarinense de Folclore;
Augusto Cesar Zeferino – Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

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4 Comentários

  1. Thaís Pellegrini disse:

    Prezados,

    Gostaria de saber quando será o evento! Não encontrei informações no site!

  2. Thaís Pellegrini disse:

    Gostaria de saber quando será o evento! Não encontrei informações no site!

  3. gostei do tema e tenho vontade de participar do deste ano..favor remeter dados para inscrição para henriquescultor@yahoo.com.br

  4. Lucas Müller disse:

    Para quem não conseguir ver o premiado documentário sobre ‘Folia de Reis’, aqui está o link direto: http://www.youtube.com/os13filmes

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